
Uganda é um país africano que vem atraindo a atenção de todos por causa das altas taxas de homofobia neste país. Depois do tão comentado projeto de lei que penalizaria 'atos considerados homossexuais' com prisão perpétua e até execuções em 2009, o país volta a dar as caras com mais um ato desumano.
O jornal Rolling Stones, na Uganda, que não tem nada ver com o seu homônimo americano, publicou uma lista dos "100 maiores homossexuais do país" e incitou violência ao convocar os leitores a enforcar os ali listados. A lista contém fotos, endereços e números de telefones dos principais ativistas gays ugandenses.
De acordo com o ativista de direitos humanos Julian Onziema, que concedeu entrevista ao jornal chileno La Tercera, desde a publicação da matéria, pelo menos quatro dos citados foram brutalmente agredidos e muitos outros permanecem trancados em suas casas com medo do preconceito.
O destacado ativista da causa gay David Kato foi assassinado numa localidadedos arredores de Campala , capital da Uganda, dois meses apos sua foto ser publicada no jornal local. A campanha que transforma cidadões em alvos ameaça piorar ainda mais a homofobia na Uganda.
A publicação não é a primeira a incitar a violência contra os homossexuais no país, o Red Paper, outro jornal, já tinha feito lista de nomes de homossexuais com descrição detalhada de suas residências e seus respectivos locais de trabalho. A Rolling Stone, ainda não satisfeita, citou até membros da igreja, imprimindo em sua 1ª página a foto dobispo anglicano aposentado Senyonjo Christopher, que é casado com outro homem. Alvo incasável das críticas e atualmente defensor da causa GLBT , Senyonjo vem recebendo sérias ameaças que o obrigaram a se exilar nos EUA por cerca de 6 meses.






