sexta-feira, 29 de abril de 2011

Todos esquecem do L de GLS!




Quando um filho(a) nasce, geralmente, os pais imaginam para ele(a) todo um futuro. Enquanto os pais só se preocupam em alienar seus garotos com o time que você torce, impregnar seus corações com o machismo e ensinar que beber e ser galinha é uma coisa altamente respeitável as mães vão um pouco mais além. Toda a mãe sonha em encher sua filha de vestidos, tirar milhões de fotos, fazer uma bela festa de 15 anos, comprar seu primeiro absorvente, estar chorando no dia do casamento da filha e ajudar a dar o primeiro banho no netinho. Toda essa preocupação com fazer de sua filha seja uma princesa se abala quando se descobre que a filha é homossexual.




Impregnadas de estereótipos de mulheres de cabelo curto, regata, calça camuflada e cheia de bolsos e trejeitos masculinos vem assombrar o sonho cor-de-rosa que toda a mãe tem por sua filha. Eu acho que olhando por este ângulo há uma pressão social maior para que a mulher tenha filhos (e leve o país pra frente). Embora uma amiga minha insista em dizer que as mulheres reagem de forma mais negativa a homossexualidade feminina do que na vertente dos homens, eu acho que o preconceito dos "amigos" para com um gay ou uma lésbica são iguais.




O que me revolta (e me fez escrever esse post) é um pensamento que quase exclui o L da sigla GLS... Nos movimentos, passeatas, políticas públicas e formas de lutar contra o preconceito não se fala muito nas mulheres ou não se vê uma participação ativa das mulheres. Entre "o segredo de brockback..." , "shelter", "orações pra bobby" , "má educação" dentre outros e fico pensando: cadê os filmes de romance lésbico? Tirando o maravilhoso "Imagine eu e você" e uma breve passagem em "V de vingança" eu não me lembro de ver nenhum filme voltado para as lésbicas. Ainda falando sobre filmes, quando se vê duas mulheres se beijando em um filme ou clipe musical a cena sempre está encharcada de vulgaridade e daquela idéia pervertida de sexo a três. Como se o ato de ser "lésbica" (entre aspas mesmo) seria uma forma de um homem 'se dar bem' com duas ao mesmo tempo.




O objetivo desse post é mostrar que o L da sigla não é um enfeite e que lutar pelos direitos LÉSBICOS é importante. Se vê muito as frases 'parada gay', 'direitos gays', 'casamentos gays' e eu acho isso errado. Estamos aqui nos impregnando com o secular machismo gramatical e não acho que o nome gay se reaproveite para as mulheres. Quando uma sala está cheia dizemos que "todos estão lá" para que digamos que "todas estão lá" a sala não pode ter 1 homem, porque 1 homem muda toda a sentença? É engraçado pensar em machismo no mundo gay, mas será que é impossível de ocorrer? Por isso no meu blog eu procuro falar da homossexualidade tanto masculina quanto feminina pois há milhões de blogs para homens gays e pras mulheres lésbicas? Comofaz? Então queridas amigas, desliguem o já consagrado hino gay "I will survive" de Glória Gaynor e começem a ouvir o "I kissed a girl" da Katy Perry e vamos promover o feminismo no mundo gay... ops... Homossexual!

Nenhum comentário:

Postar um comentário