terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Amor e Sexo



Quem está batendo um bolão ultimamente é Fernanda Lima, a apresentadora e atriz volta com seu maravilhoso programa 'amor e sexo' recheado de novidades. O programa passa nas terças-feiras logo após o Big Brother Brasil e já me arrancou gargalhadas em seu primeiro epsódio da segunda temporada. A magia fica por conta do quadro GAYME (Junção de Gay + Game). O 'jogo' dispõe de várias provas que participantes assumidamente gays tem que passar e o vencedor ganha um prêmio (No caso da última terça foi um cruzeiro 5 estrelas com um acompanhante). Quem perdeu o último programa deve ir no youtube para morrer de rir e assistir o novo programa que será apresentado hoje! O programa pretende falar sobre sexo em uma linguagem acessível e de forma natural e de quebra está ajudando a diminuir o preconceito. Parabéns!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Bissexualismo




Um assunto mais polêmico do que o próprio homossexualismo é o bissexualismo. (Eu particularmente acho mais tenso). O que pode ocorrer é um preconceito bilateral, vindo dos héteros e dos próprios gays. Alguns ditos 'bissexuais' na verdade só gostam de um dos sexos. Porque ser bi virou moda, pra dar aquele ar de 'caiu na rede é peixe' , 'caiu na água fez thibum, tamo junto' e 'bateu o sol fez sombra eu tô pegando'. Mas isso ofusca a realidade, existem de fato verdadeiros bissexuais.

Entender essa condição sexual requer uma mente bem mais aberta. Namorar um bissexual é mais tenso ainda, principalmente para os ciumentos(as), imagine só vc tendo que olhar pra todos os cantos, sentir ciúmes de todas as pessoas, deve ser estressante. Mas há uma garantia, pelo menos eu penso assim, o bissexual tem uma personalidade misturada. Ex: Se vc for um cara gay e namorar um Bi, ele será 'mais masculino'. Se vc for uma a hétero e namorar um bi ele será 'mais sensível' e´assim por diante. Não sei argumentar muito porque não sou Bi. *risos*

É divertido e ao mesmo tempo profundo. Você ama uma pessoa pelo que ela tem por dentro, ou seja, o que importa é o caráter e não o sexo masculino e feminino. Que coisa linda! Além de permitir um Ménage à trois bem satisfatório, ainda requer praticidade.

Eu li em algum lugar que a evolução fará com que em algumas gerações (acho que 4 gerações) todos nós seremos bissexuais, ou boa parte de nós... Na verdade... 'Nós' não... Nossos Netos e Bisnetos... Vocês entenderam. Acho que isso iria dizimar o preconceito e a discriminação, eles iam ficar numa porcentagem quase que insignificante... Então... Viva o Mundo Bissexual!

Sobre Religiosos




Eu não tenho problemas com religiões, mas tenho alguns com religiosos. Eu não costumo ir a igreja, não sou batisado, crismado nem nada disso e tenho motivos fortes para tal. O que acaba me afastando da religião são os próprios seguidores dela, pois não gosto de ser ofendido com trechos da bíblia, diga-se.

Até frequentei aulas de crisma na igreja católica, mas aconteceu um momento meio tenso. Eu estava em uma espécie de retiro católico e uma irmã foi lá dar uma palestra pra gente, ela começou a falar de prostituição e tudo mais e falou sobre drogas, deteuse alguns minutos sobre cada um desses assuntos, então ela resolveu falar sobre 'homossexualidade'. Ela derramou absurdos. Disse que era pecado, perversão quem tivesse com essa 'doença' poderia procurar elorque ela conhecia 'psiquiatras' que conseguiam 'curar isso'. Eu não sei de onde ela tirou esses profissionais anti-éticos, mas tudo bem. O que me chamou atenção foi o tempo que ela passou abordando esse assunto, ela passou mais tempo falando sobre homossexualismo do que passou falando de prostituição e drogas, sem contar que ela juntou os três numa mesma linha de raciocínio. Depois desse retiro, desisti de me crismar... Eu ia me batisar também antes dessa crisma.

Resolvi tentar a igreja evangélica. PRA QUÊ? Foi pior ainda. Resolvi ir num retiro estilo acampamento. Antes dessa 'viagem' teve uma missa e nessa missa o 'maravilhoso Pastor convidado' (que estaria em todas as palestras da viagem) começou a falr de homossexualidade, sendo tão ignorante quanto a tal irmã da viagem que tinha feito anterirormente. Pior que a viagem já estava paga (e não fui eu quem paguei, porque se fosse caia fora) e eu tive que acompanhar um amigo meu. Eu já sabia que aqueles 3 dias seriam uma tortura. E o 'maravilhoso Pastor' falou sobre os gays em algumas palestras lá, falando inclusive se tivesse um filho gay bateria nele até ele virar 'homem'. Ahh... Eles também ofereceram a 'milagrosa cura' para quem estivesse com esse tipo de 'pertubação pevertida'.

Eu sou uma pessoa de cabeça feita, mas imaginem só um pré-adolescente com os hormônios ainda estáveis sendo levado por familiares pra uma cura dessas. Imaginem os danos irreversíveis que esse indivíduo vai ter na vida. Ele vai se reprimir. Sofrer. Chorar. Achar que deve morrer. Achar que Deus não ama ele. Achar que vai pro inferno. E coisas piores.

Gostaria de dar uma salva de palmas a total ignorância dessas pessoas (Tanto o Pastor quanto a Irmã) que deveriam passar mensagens de paz e união e estão disseminando preconceito e discriminação. Parabéns meus queridos, vocês sabem fazer uma boa lavagem cerebral! Pena que eu tenho uma mente forte, vocês não conseguiram estragar a minha vida.

Depois ainda chega gente pra me perguntar: Por que você não vai a missa? Eu respondo a você de bate pronto queridinha, para ser ofendido basta ficar em casa, minha mãe já faz isso! E acredite, ela me machuca muito mais do que esse Pastor e essa Irmã juntos!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Omissão ou Opressão?

Quando os pais (ou responsáveis) descobrem que seu filho(a) é homossexual existem 3 comportamentos básicos: Aceitação, Omissão e Opressão. Descartando a aceitação, que ao meu ver, é um caso isolado que não chega a ser tão abrangente, ficamos com os outros comportamentos que não são tão agradáveis assim.
A omissão acontece quando o pai/mãe finge que não enxerga a homossexualidade do filho e acaba por se afastar dele, mesmo que esta não seja uma distância física pode ser um vertiginoso abismo emocional. Os pais deixam de participar da vida do filho ou não dão a atenção que eles merecem/precisam. Eles ficam esperando que o 'assunto' se resolva por si só. Esperam que 'essa fase passe' ou pior, esperam que ele tome um rumo na vida e se afaste. A omissão também é uma zona de conforto, porque o filho(a) em questão continuará 'escondendo' sua essência e não falará sobre o assunto. Isso acaba diminuindo a incidência de conflitos e diminui o trabalho (ou dever) que os pais têm em aconcelhar, ouvir, compreender.

A opressão pode ser seguida de violência, uma possível 'prisão domiciliar', xingamentos, olhares de desprezo, dentre outras milhões de variáveis. A opressão é sempre mais destrutiva, pois pode avariar a auto-estima, saúde mental ou, em casos mais graves, danos físicos irreversíveis. Os pais que conservam essa prática não amam os filhos. Quando existe amor há compreensão, há conversa e uma possível aceitação. A 'dor', digamos assim, varia de pessoa pra pessoa, alguns sentem mais se a dor for física e outros se sentem mais agredidos com palavras, gestos e olhares. Esses tipos de pais querem sempre 'resolver a situação' e recorrem a todos os meios possíveis para bombardear as mentes dos filhos. Alguns usam a religião e passagens da bíblia e outros apenas expressam o 'nojo' que tem dos filhos com um dicionário carregado de ofensas.

Eu acho uma pena que pais assim, tanto os omissos e os opressores não participem da vida dos filhos. Eles vão perder tantos bons momentos, tantos abraços, beijos e tantos 'eu te amo' e só vão ficar gravados como 'uma mancha no passado', ou marcados com ódio no coração dos filhos. A maioria dos gays e lésbicas passam por isso, alguns tem amigos que suprem suas carências, outros tem drogas e álcool e outros preferem desistir de viver. Eu escrevo isso com um certo aperto no coração e com ameaças de lágrimas nos olhos, mas essa é a realidade. Mesmo que eu queira abraçar todos esses homossexuais machucados e dar o amor que eles não tiveram e tanto merecem, eu não posso. E eu me sinto impotente e inerte com essa condição...

Para finalisar, gostaria de deixar uma frase do Elton John, que desabafou ao 'Daily Mail' ao falar sobre a omissão de seu pai.

"Meu pai nunca veio me assistir a tocar. Nunca. Ele era durão e não expressava emoções. Ele foi omisso, decepcionante e ausente. Eu só queria que ele conhecesse o que eu fiz. Mas ele nunca fez isso"

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Todo gay, nasce gay?

Essa é uma pergunta muito interessante e frequente no dia-a-dia de um homossexual. Se existe alguma pesquisa científica que responda essa questão, perdoem-me minha ignorância. Se realmente existir essa pesquisa depois eu posto aqui com todos os dados concretos, mas hoje quero falar mais sobre uma resolução prática para o assunto com o que eu vivi e com alguns relatos que acabei ouvindo pelas curvas da vida.
SIM! Eu diria que todo gay nasce gay, o que muda de um para outro é a forma com que lida com a homossexualidade. A razão para que todo mundo rotule a situação com frases típicas como 'Fulano virou gay' , 'Fulana agora é lésbica' e todas as frases que parecem com essa é que existe um tempo para que a condição sexual se desencadeie, que é variável de pessoa pra pessoa. Então, há um momento da vida que se percebe a atração por outras pessoas e aí é que acontece a triagem entre homossexuais, bissexuais e heterossexuais.
O dia em que você se sente gay é uma variável indefinida. Algumas meninas menstruam antes que as outras e que meninos começam a engrossar a voz mais cedo que outros e acontece o mesmo com o 'se sentir gay'. O que é bom salientar é que você já e gay, muito tempo antes de se aceitar, de contar para alguém... Essa questão já é decidida muito antes de você respirar os primeiros punhados de oxigênio da sua vida. Não sei se o homossexualismo é um fator genético, se é um fator hereditário, não é fruto da modernidade, mas tenho certeza que não existe essa idéia de 'influência do medo'. Por esse mesmo motivo que eu acho errado os termos 'opção sexual' ou 'orientação sexual' já que você não escolhe e muito menos é orientado a ser assim. O que acontece é: Existem pessoas que se aceitam e vivem isso, e outras que não se aceitam, se escondem, tentam mentir para si mesmos.
Gostaria de terminar o blog com um frase dita por Ricky Martin à revista Veja:
"Queria que o mundo entendesse que amar da forma como amo não é revolucionário, é algo natural, minha natureza me fez assim. Todo gay nasce gay. A vida social se opõe a essa naturalidade e ali começam os conflitos"